sexta-feira, 27 de junho de 2008

Good Girls go to Heaven... Bad Girls go Everywere





Em vez de definir um bem absoluto e um mal absoluto, eu e a minha colega decidimos questionar os valores.

- O Bem, será talvez, dito de uma forma simples, o conjunto de valores segundo os quais somos educados;
- O Bem é então o modelo idealizado dum senso comum e uma espécie de guia aconselhador daquilo que é correcto ou não fazer;

- O Mal, poderia ser a tentativa irreverente de romper com esses valores e substitui-los por outros;
- O Mal persegue o Bem, interrogando-o compulsivamente e convencendo-o a mudar de atitude.

Se o Bem é assim, então não passa de uma herança sistemática de uma máscara tirânica. Logo não pode ser Bem absoluto.
Se o Mal é assim, então quer dizer que não é nem comodista nem conformista, sendo antes exigente e activo no seu percurso. Sendo assim, não é Mal absoluto tampouco.

Pegamos no exemplo da mentalidade feminina dos dias de hoje. Como num desenho animado, parece ter um anjo de um lado e um diabo de outro, dizendo-lhe o que tem de fazer.
Usar um wonderbra e fazer croché? Ou antes ler um livro e discutir política?
Ser a mulher ideal, como era a mãe ou a avó, ou ser a mulher revolucionária?
Seja uma questão de preconceito ou não, esta dicotomia de ideais, ainda que opostos, parece estar bastante presente na forma de pensar e/ou de agir da mulher contemporânea. Grande dilema.

A ideia da decoração, da forma em que foi disposta, é relativa ao conceito de “mesinha de cabeceira”, caracterizando, pelo que usam, cada uma das duas personagens. A relação entre elas é como a de duas irmãs gémeas que não confraternizam nem por nada.



Trabalho realizado por:
Ana Isabel Trigueiros
Cláudia Diogo

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